Qui, 14 de Dezembro de 2017




Peças encomendadas a artesãos paranaenses são uma homenagem ao centenário da imigração japonesa no Paraná; feira de artesanato vai até domingo

Quatro esculturas em homenagem ao centenário da imigração japonesa no Paraná serão sorteadas entre os visitantes da Feira Internacional de Artesanato (Feiarte), neste sábado (23), véspera de encerramento da feira.

Elas foram encomendadas a artesãos paranaenses e instaladas no hall de entrada da feira, decorado com objetos de inspiração nipônica. O consulado geral do Japão cedeu várias maquetes de castelos medievais japoneses localizados na área central do saguão. Bonecos de gueixas e senhores feudais, de rara beleza, também fazem parte do cenário. Para atender os visitantes, bancos e mesas decorados com lanternas e árvores de bambu circundam o ambiente. Um samurai dourado, em tamanho natural, criado pelo artista curitibano Marques Gouvêa, guarda o portal de entrada do pavilhão. No outro extremo do portal, está uma gueixa, também em tamanho natural, construída em aramado pelo descendente de poloneses Marcelo Pszybylski. As duas obras fazem parte do conjunto de peças que serão sorteadas aos visitantes da feira internacional de artesanato. As outras são o mini-portal japonês de Claudy Ribeiro e o quadro de gueixas em origami de Yurie Handa.

De acordo com a Diretriz, empresa que organiza a Feiarte, o sorteio deve ocorrer após a apresentação do grupo de Wakaka Taikô (tambores japoneses) no fim da tarde deste sábado (23). Os contemplados receberão as peças no domingo, às 16 horas.

Cerca de 26 países e 19 estados brasileiros estão representados na 36ª edição do evento. A feira segue até este fim de semana nos seguintes horários: quinta e sexta, das 15 às 22 horas. Sábado, das 14 às 22 horas e domingo das 14 às 21 horas. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (pessoas com idade acima de 60 anos). Crianças até 12 anos não pagam.

O pavilhão de exposições do Barigui fica localizado no parque de mesmo nome, na Rodovia do Café (BR-277), bairro Santo Inácio, em Curitiba. Acesso pela BR-277, Avenida Manoel Ribas e Avenida Cândido Hartmann. Mais informações no site www.artesanatodiretriz.com.br.

 

VEJA AS OBRAS QUE SERÃO SORTEADAS AOS VISITANTES DA FEIARTE NESTE SÁBADO (23)


PORTAL JAPONÊS, de Claudy Ribeiro. Construída com material reciclável, o portal é inspirado em vilarejos medievais do Japão. Claudy utilizou madeira compensada, tubos de PVC, varetas de bandeirinhas e fibra de vidro (no telhado). Mecânico industrial aposentado, Claudy é artesão desde 1978. Em seu trabalho predominam, principalmente, as peças feitas em sucata.


GUEIXA EM ARAME, de Marcelo Pszybylski. Descendente de poloneses, o artista curitibano utilizou, na criação de sua gueixa, telas de galinheiro e ferros de construção. O leque foi tirado de uma proteção de ventilador de mesa. É dele também o búfalo exposto no saguão do Barigui, feito a partir de serras industriais soldadas e aramado. Pintor automotivo, Marcelo participa pela primeira vez da Feiarte.


SAMURAI, de Marques Gouvêa. Dono de uma obra original, que une elementos díspares, como peças de metal, utensílios de cozinha e cabeças de boneca, para assim dar a eles um novo significado, o artista curitibano Marques Gouvêa é o criador do samurai dourado da Feiarte. A escultura, feita a partir de PVC, parafusos e madeira (para a construção do esqueleto), custou a Marques um mês de dedicação. O spray dourado deu o toque final. Há 16 anos, ele se encontrou como artista. Há três, exibe seu trabalho ao público.


NOVE GUEIXAS, de Yurie Handa. O número não é por acaso. Na tradição japonesa, o ímpar é o número da sorte. Por isso nove gueixas. O quatro é o de azar. Quem for a Tóquio não vai encontrar o quarto andar nos hotéis. O tema também não é por acaso. A artista Yurie Handa escolheu a gueixa para desmistificá-la aos olhos ocidentais. Ela é o símbolo da hospitalidade asiática. É uma artista que ensina como servir, como sentar, como se vestir e também como dançar. Estudiosa da dobradura de papel, Yurie passou dois anos, no Japão, imersa na arte do origami. Juntamente com a irmã, Luiza, aprendeu também o furoshiki (a técnica de fazer embalagens e fabricar sacolas a partir da amarração). Mas Yurie não parou por aí. Criou o projeto Origami nas Escolas para ensinar o que aprendera. Em seis meses, percorreu oito escolas de Curitiba, mostrando como era possível dar forma a um pequeno pedaço de papel colorido. As nove gueixas, obra com que homenageia seus ancestrais, impressionam pelo seu tamanho: são pequenas e delicadas; utilizam vários papéis de várias cores; e, acredite, nas mãos da artista, ficam prontas em uma hora.

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